domingo, 23 de junho de 2013

Mesmo sem merecer!

Oi, eu sinto saudades!

Eu sei que você não merece, você nunca mereceu mas mesmo sem merecer me deu os grandes e melhores momentos da minha vida, mesmo sem merecer me deu as melhores lições e me deu muita força e garra para que eu pudesse ser alguém ainda melhor. Você nunca mereceu, mas você fez por merecer que eu jamais pudesse esquecer cada um dos momentos bons, sabendo que não merecia, você sem merecer, ainda sim se esforçou, o seu esforço para independente de qualquer coisa fazer de tudo pra me ver feliz e tirar um sorriso meu... não, mas você nunca mereceu. E eu jurava que depois de toda aquela dor pelo menos no fim você faria um esforço maior, teria uma cuidado que não teve e nem se importou, foi então que eu vi que os momentos se esforçando por um sorriso meu não valeram de nada. Você não existe mais...

Lembra como era, sinta a dor, se recorde das lágrimas do nó na garganta, e a vontade que dava de gritar e gritar, faltava um ar e eu só queria gritar e xingar e mandar essa merda toda para a puta que pariu, mas faltava um ar. Só que eu não consigo me lembrar, eu ainda tenho penas espalhadas em algum canto qualquer de alguma roupa no fundo do armário que vieram de mudança para cá, rastros de uma briga de travesseiro onde é possível olhar para aquela pena e sorrir mesmo não tendo motivo algum. Não sei o nome disso, doença do crânio talvéz ou sei la que nome poderíamos dar.

Mesmo com todos os absurdos eu ainda lembro e penso em você e as vezes ainda me pergunto porque fez que tudo fosse dessa forma...todos os motivos para que você moresse e então eu te matei ou penso que sim. Até em muitos momentos e reagir de forma que me vem um estalo repentino "opa!!" Tipo de coisa que ele faria e agora eu entendo o porque disso e daquilo e me vem na cabeça momentos que ainda ficam tao confusos e existem coisas que eu queria mesmo apenas compreender.

Ainda sinto sua falta, porque não confio em ninguém como confiava em você, sabia que vc não ia me julgar ia querer viver comigo, ao mesmo tempo que eu era presa eu era livre, solta, espontanea eu era sorriso, diversão, alegria, eu era inteira mesmo vazia, eu não precisava de nada...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pés descalços que caminham mais.

Sobre liberdade, cicatrizes e talvez sapatos...


As marcas existem visíveis ou não elas estão ali! Uma queimadura na pele, uma lembrança, um nó na garganta, aquele aperto no peito... Marcas dadas e deixadas como se desde sempre tivessem sido a única coisa que existia para oferecer. O intuito era te invadir, te revirar e apenas sair sem ao menos bater a porta. Não tem explicação, nem café da manhã, apenas uma porta aberta e uma pilha de louça suja param se lavar, algumas roupas rasgadas e um único sapato que ainda serve, porém acabado, sujo e sem conserto. No início tinha algum tipo de esperança de que se o percurso realmente não fosse diferente, o final seria mais "tranquilo", mas não, nunca é. Por quanto tempo foi possível se manter estática, olhando aquela bagunça sem conseguir se mover, por quanto tempo foi possível sentir todo aquele caos, passar por cima fingindo não ver e apenas seguir como se nada tivesse acontecido, presa dentro de uma mesma rotina. Por quanto tempo foi possível deixar de caminhar, traçar um novo objetivo, percorrer um novo caminho por não ter um sapato que coubesse, já que o único que cabia não era possível usar mais. Busca cansativa e frustrante é aquela quando nem sabemos atrás do que realmente estamos. Perder-se também é caminho e me manter perdida me fez entender as oportunidades que eu estava tendo, podendo ver um mundo mais claro, mais bonito, poder respirar livre, não pensar em nada, valorizar tudo aquilo que importa que te constrói. Mesmo que um sapato lhe sirva, ele aperta as vezes, incomoda e cansa. Que tal ficar descalça por um tempo, viver, seguir, fazer novos caminhos sentindo a vida com seus próprios pés. Se deixe surpreender, você ainda pode se deparar com um Loubotin, Chanel ou quem sabe um Jimmy Choo.

domingo, 21 de abril de 2013

Intensidade de muitas coisas!


O que houve eu não sei, achei que eu sabia quem eu era, toda dona de mim mesma.. talvez eu fosse, talves eu soubesse. Me joguei no mundo e fui em busca do que eu queria! Achei você!!! Não sei em qual momento de fato aconteceu e o porque. Do que eu realmente precisava? De uma droga que me fizesse ir mais longe do que eu podia suportar? Ou algo que me pudesse fazer olhar para dentro de mim mesma cada dia de uma forma diferente até descobrir? Sei lá, eu sei que encontrei você, a coisa mais errada e imperfeita que já tive na vida, me deu prazeres e sensações que nunca imaginei que pudessem de fato existir, me despertou um ódio, um amor e uma dor onde eu não consigo uma palavra se quer para defirnir, quando eu a encontro ela acaba se perdendo em um mundo onde nada tem a ver com nada. Não tem mesmo uma explicação, entendimento e muito menos essa definição. Intensidade de muitas coisas, porque? Talvez um dia eu vá saber, talvez um dia eu encontre a palavra que irá definir e dar um rumo  isso tudo, ou então a atitude que esteja faltando para me libertar. Se ela não existir em algum momento, posso dizer então que a palavra é loucura... todo louco sabe viver, talvez seja ai que eu encontre a verdadeira felicidade!